O golpe, em linguagem simples
Relatório final da Polícia Federal · tentativa de golpe de 2022

Quem tentou dar um golpe no Brasil, e o que cada um fez

A Polícia Federal indiciou 37 pessoas pela tentativa de golpe de 2022. O STF condenou 24 delas. Aqui está, em linguagem simples, o que cada uma fez, quem disse não e quem seria morto. Cada frase tem um link para a página do relatório de onde ela saiu.

Cada caso tem uma situação.Dos 37, 24 foram condenados, 1 foi absolvido e 12 não foram julgados. Para quem não foi condenado, o texto mostra o que a PF concluiu, e não um fato julgado.
37pessoas indiciadas pela PF
24condenados pelo STF por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa
884páginas resumidas aqui, com link para cada uma

E o que aconteceu depois?

A PGR denunciou parte dos indiciados e o STF julgou os réus em 2025. Esta é a situação dos 37 até dezembro de 2025.

  • 24 Condenados pelo STF
  • 1 Absolvido
  • 1 Aguarda julgamento
  • 9 Não denunciados pela PGR
  • 2 Situação a confirmar

Fontes: Agência Brasil, 16/12/2025, O Povo, 18/11/2025, A Pública, set/2025. Recursos posteriores podem ter alterado penas. Conferimos nome a nome nessas reportagens.

Por que vale a pena saber disso

Você não precisa gostar de política para ser afetado por ela.

Para não esquecer

Em 2022, um grupo dentro do governo e das Forças Armadas tentou impedir que o presidente eleito tomasse posse. O plano incluía um decreto para anular a eleição, pressão sobre os comandantes militares e um plano para matar o presidente e o vice eleitos e prender ou matar um ministro do STF. Não deu certo porque parte dos comandantes disse não.

Derrubar a democracia significa, na prática: o seu voto deixa de valer. Quem perdeu a eleição fica no poder sem ter sido escolhido. Juízes que discordam podem ser presos. A imprensa e as pessoas comuns perdem o direito de criticar sem medo. O Brasil já viveu isso entre 1964 e 1985, quando o Congresso foi fechado, houve censura e opositores foram presos, torturados e mortos.

Lembrar os nomes de quem tentou não é vingança. É o que impede que a tentativa seja esquecida, minimizada ou repetida.

1. A democracia é o que garante o seu voto

Uma tentativa de golpe é uma tentativa de anular a decisão de milhões de eleitores. Entender como ela foi planejada ajuda a reconhecer os sinais se algo parecido voltar a acontecer, com qualquer governo e qualquer partido.

2. O documento é público, mas ninguém lê 884 páginas

A Constituição garante a todos o direito de acesso à informação (art. 5º, XIV e XXXIII). Na prática, esse direito só funciona quando a informação é compreensível. Esta página traduz o relatório sem tirar a fonte de vista.

3. Saber a fonte protege contra boatos

Sobre este assunto circulam muitas versões, a favor e contra os envolvidos. Aqui, cada frase aponta para a página do relatório. Você pode conferir sozinho, sem depender da opinião de ninguém, inclusive a nossa.

4. Instituições dependem de pessoas

Os comandantes do Exército e da Aeronáutica disseram não ao plano. Conhecer quem recusou é tão importante quanto conhecer quem participou: mostra que as regras só valem quando alguém as cumpre.

5. A investigação virou julgamento

O relatório foi o ponto de partida. Depois vieram a denúncia da PGR e o julgamento no STF, com condenações, uma absolvição e pessoas que nem chegaram a ser acusadas. Conhecer o ponto de partida ajuda a entender cada decisão e a cobrar que tudo siga o devido processo legal.

Perguntas frequentes

Respostas curtas, com a página do relatório.

Quantas pessoas a Polícia Federal indiciou pela tentativa de golpe de 2022?

37 pessoas, listadas no capítulo 10 (“Dos Indiciamentos”) do Relatório nº 4546344/2024, de 21/11/2024. Entre elas estão Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier e Mauro Cid. Relatório, p. 807

Por quais crimes os 37 foram indiciados?

Golpe de Estado (art. 359-M do Código Penal), abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal) e organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013). Relatório, p. 807

Indiciado é a mesma coisa que condenado?

Não. O indiciamento é a conclusão da Polícia Federal ao fim do inquérito. Depois, a PGR decide se apresenta denúncia e a Justiça decide se alguém é culpado. Neste caso, dos 37 indiciados, 9 não foram denunciados pela PGR.

Alguém foi condenado?

Sim. Em 2025, a Primeira Turma do STF condenou 24 dos 37 indiciados pela PF, entre eles Jair Bolsonaro (27 anos e 3 meses), Walter Braga Netto (26 anos), Mario Fernandes (26 anos e 6 meses), Almir Garnier (24 anos) e Anderson Torres (24 anos). O general Estevam Theophilo foi absolvido por falta de provas. Situação até dezembro de 2025, segundo Agência Brasil e O Povo.

Quem recusou participar, segundo a PF?

Os comandantes do Exército, Marco Antonio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, “se posicionaram contrários a aderir a qualquer plano que impedisse a posse do governo legitimamente eleito”. O relatório também cita os generais Tomás Paiva e Valério Stumpf como militares do Alto Comando que não aderiram. Relatório, p. 811

O que era o plano “Punhal Verde Amarelo”?

Segundo a PF, um planejamento operacional escrito pelo general Mario Fernandes para prender ou executar o ministro Alexandre de Moraes e assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos, Lula e Geraldo Alckmin. Relatório, p. 857

Qual comandante das Forças Armadas aderiu ao plano, segundo a PF?

O comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos. Segundo o relatório, ele foi “o único dentre os três a aderir ao plano que objetivava a abolição do Estado Democrático de Direito”. Relatório, p. 812

Três lados da história

Toque num nome para ver o que a PF diz sobre a pessoa.

Participou 37

Os 37 indiciados pela PF, agrupados pelo que cada um fez. Em destaque, os 24 condenados.

Comando
Cúpula do governo e das Forças
Plano operacional
Minuta do golpe
Pressão sobre os militares
Mentiras sobre as urnas
Inteligência paralela

Disse não 4

Militares que, segundo a PF, recusaram o plano.

Marco Antonio Freire GomesComandante do Exército Os comandantes do Exército e da Aeronáutica se posicionaram contrários a aderir a qualquer plano que impedisse a posse do governo legitimamente eleito.Relatório, p. 811
Carlos de Almeida Baptista JuniorComandante da Aeronáutica Os comandantes do Exército e da Aeronáutica se posicionaram contrários a aderir a qualquer plano que impedisse a posse do governo legitimamente eleito.Relatório, p. 811
Tomás Miguel Miné Ribeiro PaivaGeneral, integrante do Alto Comando [...] integrante do alto-comando do exército, que também adotou uma posição institucional, opondo-se a qualquer ação ilícita das formas armadas.Relatório, p. 808
Valério Stumpf TrindadeGeneral, integrante do Alto Comando [...] o General VALÉRIO STUMPF, militar integrante do Alto Comando, que não aderiu ao intento golpista.Relatório, p. 233

Era alvo 3

Pessoas que o plano “Punhal Verde Amarelo” previa prender ou matar.

Alexandre de MoraesMinistro do STF [...] o planejamento operacional “Punhal Verde Amarelo”, que se refere ao planejamento da ação clandestina para prender/executar o ministro ALEXANDRE DE MORAES e assassinar o presidente e vice-presidente eleitos LULA e GERALDO ALCKMIN.Relatório, p. 857
Luiz Inácio Lula da SilvaPresidente eleito [...] prender/executar o ministro ALEXANDRE DE MORAES e assassinar o presidente e vice-presidente eleitos LULA e GERALDO ALCKMIN.Relatório, p. 857
Geraldo AlckminVice-presidente eleito [...] assassinar o presidente e vice-presidente eleitos LULA e GERALDO ALCKMIN.Relatório, p. 857

O que cada um fez

Digite um nome ou escolha um grupo. Embaixo de cada resumo está o texto original do relatório. Para quem não foi condenado, o resumo indica que é a conclusão da PF.

Ailton Gonçalves Moraes Barros

General da reserva
Condenado
Pressão sobre os militares

Pressionou militares a aderir ao golpe e espalhou ataques pessoais contra os comandantes que recusaram, incluindo os do Exército e da Aeronáutica.

Depois: Condenado pelo STFPena de 13 anos e 6 meses.
O que diz o relatório (texto original)
AILTON BARROS atuou como integrante do núcleo responsável por incitar a adesão de militares ao Golpe de Estado e difundir ataques pessoais aos militares que não aderissem os planos da organização criminosa.
Ler no relatório, p. 808
Aparece junto com: Walter Souza Braga Netto (14), Marco Antonio Freire Gomes (8), Almir Garnier Santos (5), Carlos de Almeida Baptista Junior (4), Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva (4)

Alexandre Castilho Bitencourt da Silva

Coronel do Exército
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, ajudou a escrever a “Carta ao Comandante do Exército”, usada para pressionar o Alto Comando a aderir ao golpe.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram que o Coronel ALEXANDRE CASTILHO BITENCOURT DA SILVA, na divisão de tarefas estabelecida pelo grupo, atuou com dolo, consciência e livre vontade na execução de atos com intento golpista.
Ler no relatório, p. 808

Alexandre Rodrigues Ramagem

Diretor da ABIN
Condenado
Mentiras sobre as urnas

Como chefe da ABIN, produziu e repassou a Bolsonaro material para atacar as urnas eletrônicas e o STF.

Depois: Condenado pelo STFPena de 16 anos, 1 mês e 15 dias.
O que diz o relatório (texto original)
O cotejo dos fatos elencados demonstram que ALEXANDRE RAMAGEM atuou de forma proativa, de um lado, como chefe da ABIN, solicitando e recebendo documentos que atacavam o sistema de eleitoral brasileiro, do outro, assessorando e municiando o então presidente JAIR BOLSONARO com estratégias de ataques às instituições democráticas, ao Poder Judiciário e seus respectivos membros, bem como ao sistema eleitoral de votação, especialmente as urnas eletrônicas.
Ler no relatório, p. 809
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (13), Augusto Heleno Ribeiro Pereira (8), Giancarlo Gomes Rodrigues (8), Marcelo Bormevet (7)

Almir Garnier Santos

Comandante da Marinha
Condenado
Cúpula do governo e das Forças

Foi o único dos três comandantes das Forças que, segundo a PF, colocou as tropas à disposição do golpe.

Depois: Condenado pelo STFPena de 24 anos.
O que diz o relatório (texto original)
ALMIR GARNIER SANTOS é Almirante-de-Esquadra e à época dos fatos investigados exercia o comando da Marinha do Brasil. O arcabouço probatório obtido ao longo da investigação demonstra de forma inequívoca que o Almirante ALMIR GARNIER anuiu com o Golpe de Estado, colocando as tropas à disposição do então Presidente da República JAIR BOLSONARO.
Ler no relatório, p. 811
Aparece junto com: Marco Antonio Freire Gomes (16), Carlos de Almeida Baptista Junior (13), Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (11), Jair Messias Bolsonaro (8), Walter Souza Braga Netto (6)

Amauri Feres Saad

Advogado
Indiciado
Minuta do golpe

Segundo a PF, ajudou a redigir uma minuta de decreto de golpe, depois lida em reunião com Bolsonaro e os comandantes das Forças.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos probatórios confirmaram que o investigado atuou juntamente com FILIPE MARTINS e com o padre JOSÉ EDUARDO DE OLIVEIRA E SILVA na elaboração de uma minuta de Golpe de Estado, que posteriormente foi lida pelo assessor presidencial em uma reunião com o então presidente JAIR BOLSONARO, com os Comandantes das Forças Armadas e com o Ministro da Defesa em 07.12.2022.
Ler no relatório, p. 812
Aparece junto com: José Eduardo de Oliveira e Silva (23), Filipe Garcia Martins (16), Jair Messias Bolsonaro (14), Mauro Cesar Barbosa Cid (3), Anderson Gustavo Torres (3)

Anderson Gustavo Torres

Ministro da Justiça
Condenado
Cúpula do governo e das Forças

Espalhou a narrativa de fraude nas urnas e, segundo a PF, também atuou no núcleo jurídico do grupo.

Depois: Condenado pelo STFPena de 24 anos.
O que diz o relatório (texto original)
ANDERSON GUSTAVO TORRES exercia à época dos fatos investigados o cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública e os elementos de prova colhidos demonstram que, na estrutura ordenada previamente criada dentro da organização criminosa, integrou [pelo menos] dois núcleos: Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral e o Núcleo Jurídico.
Ler no relatório, p. 813
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (27), Filipe Garcia Martins (11), Mauro Cesar Barbosa Cid (9), Marcelo Costa Câmara (8), Marco Antonio Freire Gomes (6)

Anderson Lima de Moura

Coronel do Exército
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, ajudou a escrever a “Carta ao Comandante do Exército” e pediu que outros militares a assinassem.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação evidenciam que, na divisão de tarefas dentro da organização criminosa, o Coronel ANDERSON LIMA DE MOURA atuou com dolo, consciência e livre vontade na execução de atos com intento golpista, tendo sido um dos responsáveis pela elaboração, revisão e aprimoramento do documento produzido que viria a público como a “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, como parte da estratégia para incitar os militares e pressionar o Alto Comando do Exército a aderir ao plano de Golpe de Estado.
Ler no relatório, p. 817
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (10), Bernardo Romao Correa Netto (4), Ronald Ferreira de Araujo Junior (4), Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros (3), Carlos Giovani Delevati Pasini (2)

Angelo Martins Denicoli

Major da reserva
Condenado
Mentiras sobre as urnas

Produziu e divulgou “estudos” falsos sobre falhas nas urnas e foi a ponte entre o grupo e o argentino Fernando Cerimedo.

Depois: Condenado pelo STFPena de 17 anos.
O que diz o relatório (texto original)
Major da reserva e integrante da ala mais radical do presidente JAIR BOLSONARO, o investigado, apontado como homem de confiança do então presidente JAIR BOLSOANRO, atuou diretamente na produção e difusão de “estudos” que teriam identificado supostas inconsistências nas urnas eletrônicas produzidas antes de 2020, fato que, inclusive, embasou representação do Partido Liberal para anular os votos computados nas referidas urnas.
Ler no relatório, p. 818
Aparece junto com: Fernando Cerimedo (12), Jair Messias Bolsonaro (4), Mauro Cesar Barbosa Cid (3)

Augusto Heleno Ribeiro Pereira

Ministro do GSI
Condenado
Cúpula do governo e das Forças

Participou do planejamento para desacreditar as eleições e, segundo a PF, para subverter o regime democrático.

Depois: Condenado pelo STFPena de 21 anos.
O que diz o relatório (texto original)
Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o General da Reserva AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA atuou de forma destacada no planejamento e execução de medidas para desacreditar o processo eleitoral brasileiro e para subverter o regime democrático.
Ler no relatório, p. 819
Aparece junto com: Mario Fernandes (11), Walter Souza Braga Netto (9), Jair Messias Bolsonaro (8), Alexandre Rodrigues Ramagem (8), Mauro Cesar Barbosa Cid (4)

Bernardo Romao Correa Netto

Coronel do Exército
Condenado
Pressão sobre os militares

Organizou a reunião de 28/11/2022 para pressionar os comandantes do Exército a aderir ao golpe.

Depois: Condenado pelo STFPena de 17 anos.
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram que o Coronel BERNARDO ROMAO CORREA NETTO, então Assistente do Comandante Militar do Sul, o General FERNANDO JOSÉ SANT’ANNA SOARES SILVA, aderiu ao plano que objetivava a abolição do Estado Democrático de Direito e teve atuação relevante e proativa nos atos desencadeados pelo grupo.
Ler no relatório, p. 823
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (29), Fabrício Moreira de Bastos (20), Jair Messias Bolsonaro (14), Marco Antonio Freire Gomes (8), Nilton Diniz Rodrigues (7)

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha

Presidente do Instituto Voto Legal
Condenado
Mentiras sobre as urnas

Divulgou teses de fraude nas urnas sem método científico, que embasaram o pedido do PL ao TSE.

Depois: Condenado pelo STFPena de 7 anos e 6 meses.
O que diz o relatório (texto original)
O representante do Instituto Voto Legal (IVL), atuou em unidade de desígnios com VALDEMAR DA COSTA NETO e JAIR MESSIAS BOLSONARO para disseminar teses de indícios de fraudes nas urnas eletrônicas que circulavam pelas redes sociais, sem qualquer método científico.
Ler no relatório, p. 825
Aparece junto com: Éder Lindsay Magalhães Balbino (21), Jair Messias Bolsonaro (6), Valdemar Costa Neto (6), Mauro Cesar Barbosa Cid (3), Fernando Cerimedo (3)

Carlos Giovani Delevati Pasini

Coronel do Exército
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, ajudou a escrever e revisar a “Carta ao Comandante do Exército”, usada para pressionar o Alto Comando.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação evidenciam que, na divisão de tarefas dentro da organização criminosa, o Coronel CARLOS GIOVANI DELEVATI PASINI ALEXANDRE foi dos responsáveis pela elaboração, revisão e aprimoramento do documento produzido que viria a público como a “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, como parte da estratégia para incitar os militares, pressionar o Alto Comando do Exército a aderir ao plano de Golpe de Estado e manter a mobilização de civis nas imediações de quartéis.
Ler no relatório, p. 826
Aparece junto com: Anderson Lima de Moura (2), Mauro Cesar Barbosa Cid (2)

Cleverson Ney Magalhães

Coronel do Exército
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, participou da reunião de 28/11/2022 para pressionar os comandantes do Exército a aderir ao golpe.

Depois: Situação a confirmarNão encontramos o nome entre os réus julgados nem na lista de não denunciados.
O que diz o relatório (texto original)
CLEVERSON NEY MAGALHÃES é Coronel de Infantaria e na época dos fatos exercia a função de assistente do Comandante do COTER, o General ESTEVAM CALS THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA.
Ler no relatório, p. 827
Aparece junto com: Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (7), Mauro Cesar Barbosa Cid (6), Bernardo Romao Correa Netto (6), Jair Messias Bolsonaro (4), Fabrício Moreira de Bastos (2)

Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira

General, comandante do COTER
Indiciado
Cúpula do governo e das Forças

Segundo a PF, aceitou cumprir as ordens do golpe caso Bolsonaro assinasse o decreto.

Depois: Absolvido pelo STFAbsolvido por falta de provas.
O que diz o relatório (texto original)
Ao longo da investigação, a análise da dinâmica dos fatos evidenciou que o General ESTEVAM CALS THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA, então comandante do Comando de Operações Terrestres – COTER do Exército brasileiro, de forma inequívoca anuiu com o Golpe de Estado, colocando as tropas à disposição do então Presidente da República JAIR BOLSONARO.
Ler no relatório, p. 828
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (20), Mauro Cesar Barbosa Cid (16), Cleverson Ney Magalhães (7), Bernardo Romao Correa Netto (6), Marco Antonio Freire Gomes (6)

Fabrício Moreira de Bastos

Coronel do Exército
Condenado
Pressão sobre os militares

Participou da reunião de 28/11/2022 para pressionar os comandantes do Exército a aderir ao golpe.

Depois: Condenado pelo STFPena de 16 anos.
O que diz o relatório (texto original)
O Coronel FABRÍCIO MOREIRA DE BASTOS à época dos fatos atuava no Centro de Inteligência do Exército, como Analista da Divisão de Inteligência, realizando avaliações de cenários nacional para assessoramento do gabinete do Comandante do Exército, com a finalidade de prever um possível emprego de tropa e proteger a imagem da Força.
Ler no relatório, p. 830
Aparece junto com: Bernardo Romao Correa Netto (20), Mauro Cesar Barbosa Cid (7), Jair Messias Bolsonaro (6), Nilton Diniz Rodrigues (4), Alexandre de Moraes (2)

Filipe Garcia Martins

Assessor internacional da Presidência
Condenado
Minuta do golpe

Articulou com juristas uma minuta de decreto de golpe que foi apresentada a Bolsonaro.

Depois: Condenado pelo STFPena de 21 anos.
O que diz o relatório (texto original)
No cargo de Assessor da Presidência para Assuntos Internacionais à época dos fatos, FILIPE MARTINS atuou de forma proeminente na interlocução com juristas para elaborar uma minuta de teor golpista que posteriormente foi apresentada ao então presidente JAIR BOLSONARO, aos Comandantes das Forças Armadas e ao ministro da Defesa no dia 07.12.2022, em reunião no Palácio do Alvorada.
Ler no relatório, p. 832
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (36), Mauro Cesar Barbosa Cid (24), José Eduardo de Oliveira e Silva (23), Amauri Feres Saad (16), Anderson Gustavo Torres (11)

Fernando Cerimedo

Influenciador argentino
Indiciado
Mentiras sobre as urnas

Segundo a PF, fez uma live em 04/11/2022 com uma falsa “investigação” sobre fraude nas urnas brasileiras.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
O argentino FERNANDO CERIMEDO atuou diretamente para disseminar, por meio de uma live realizada no dia 04 de novembro de 2022, o que ele chamou de “investigação” sobre as eleições brasileiras.
Ler no relatório, p. 836
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (14), Angelo Martins Denicoli (12), Guilherme Marques de Almeida (11), Jair Messias Bolsonaro (9), Tércio Arnaud Tomaz (5)

Giancarlo Gomes Rodrigues

Subtenente cedido à ABIN
Condenado
Mentiras sobre as urnas

Sob o comando de Ramagem, espalhou informações falsas sobre ministros do STF para desacreditar as eleições.

Depois: Condenado pelo STFPena de 14 anos.
O que diz o relatório (texto original)
Subtenente do Exército Brasileiro cedido a ABIN, atuou sob o comando de ALEXANDRE RAMAGEM, em ações visando criar informações inverídicas relacionadas aos ministros do STF, LUIS ROBERTO BARROS e LUIZ FUX, com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral. Tais ações foram perpetradas juntamente com o policial federal MARCELO BORMEVET também cedido aos quadros da ABIN à época.
Ler no relatório, p. 837
Aparece junto com: Alexandre Rodrigues Ramagem (4), Marcelo Bormevet (4), Luis Roberto Barros (2), Luiz Fux (2)

Guilherme Marques de Almeida

Tenente-coronel do Exército
Condenado
Mentiras sobre as urnas

Driblou a ordem judicial de bloqueio e manteve no ar o conteúdo falso de Cerimedo sobre as urnas.

Depois: Condenado pelo STFPena de 13 anos e 6 meses.
O que diz o relatório (texto original)
O Tenente-Coronel GUILERME MARQUES DE ALMEIDA, então lotado no Comando de Operações Terrestres do Exército – COTER, mais especificamente na Seção de Operações de Informação - OP INFO, dentro da divisão de tarefas estabelecida pelos investigados, atuou deliberadamente para burlar a ordem judicial de bloqueio do conteúdo falso sobre o sistema eleitoral brasileiro, disponibilizando o material produzido por FERNANDO CERIMEDO em servidores localizados fora do país.
Ler no relatório, p. 838
Aparece junto com: Fernando Cerimedo (11), Dougmar Mercês (5), Mauro Cesar Barbosa Cid (4), Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (2), Tércio Arnaud Tomaz (2)

Hélio Ferreira Lima

Tenente-coronel do Exército
Condenado
Plano operacional

Espalhou estudos falsos sobre as urnas e integrou o grupo de militares que monitorou Lula e Alexandre de Moraes.

Depois: Condenado pelo STFPena de 24 anos.
O que diz o relatório (texto original)
HÉLIO FERREIRA LIMA, Tenente-Coronel do Exército brasileiro, na divisão de tarefas designadas pelo grupo criminoso, teve atuação relevante na disseminação da narrativa falsa de vulnerabilidades nas urnas eletrônicas, bem como foi um dos responsáveis pelo planejamento estratégico para implementação do golpe de Estado, além de ter integrado o núcleo de militares com formação em forças especiais que realizaram monitoramento do então candidato eleito LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e do Ministro ALEXANDRE DE MORAES.
Ler no relatório, p. 839
Aparece junto com: Rafael Martins de Oliveira (14), Mauro Cesar Barbosa Cid (12), Walter Souza Braga Netto (9), Alexandre de Moraes (8), Lucas Guerellus (5)

Jair Messias Bolsonaro

Presidente da República
Condenado
Comando

Planejou, atuou e teve o domínio direto dos atos do grupo, liderando a tentativa de golpe.

Depois: Condenado pelo STFPena de 27 anos e 3 meses.
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, JAIR MESSIAS BOLSONARO, planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade.
Ler no relatório, p. 841
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (79), Marco Antonio Freire Gomes (50), Alexandre de Moraes (38), Filipe Garcia Martins (36), Mario Fernandes (32)

José Eduardo de Oliveira e Silva

Padre
Indiciado
Minuta do golpe

Segundo a PF, ajudou a redigir a minuta de decreto de golpe, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
O investigado atuou juntamente com FILIPE MARTINS e AMAURI FERES SAAD na elaboração de uma minuta de Golpe de Estado, que posteriormente foi lida pelo assessor presidencial em uma reunião com o então presidente JAIR BOLSONARO, com os Comandantes das Forças Armadas e com o Ministro da Defesa em 07.12.2022.
Ler no relatório, p. 849
Aparece junto com: Amauri Feres Saad (23), Filipe Garcia Martins (23), Jair Messias Bolsonaro (20), Walter Souza Braga Netto (4), Mauro Cesar Barbosa Cid (3)

Laercio Vergilio

General da reserva
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, enviou mensagens ao comandante do Exército, Freire Gomes, para convencê-lo a fazer uma intervenção militar.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
O General da reserva LAERCIO VERGILIO atuou como integrante do núcleo responsável por incitar a adesão de militares ao Golpe de Estado e difundir ataques pessoais aos militares que não aderissem os planos da organização criminosa. A ação coordenada de militares para atacar os comandantes foi identificada na análise do telefone celular modelo Redmi Note 8 Pro apreendido em poder do investigado LAERCIO VERGILIO.
Ler no relatório, p. 850
Aparece junto com: Marco Antonio Freire Gomes (8), Ailton Gonçalves Moraes Barros (2)

Marcelo Bormevet

Policial federal cedido à ABIN
Condenado
Mentiras sobre as urnas

Sob o comando de Ramagem, criou informações falsas sobre ministros do STF para desacreditar as eleições.

Depois: Condenado pelo STFPena de 14 anos e 6 meses.
O que diz o relatório (texto original)
Policial federal cedido a ABIN, MARCELO BORMEVET atuou sob o comando de ALEXANDRE RAMAGEM, em ações visando criar informações inverídicas relacionadas aos ministros do STF, LUIS ROBERTO BARROS e LUIZ FUX, com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral. Tais ações foram perpetradas juntamente com o subtenente do Exército Brasileiro GIANCARLO GOMES RODRGUES também cedido aos quadros da ABIN à época.
Ler no relatório, p. 852
Aparece junto com: Alexandre Rodrigues Ramagem (7), Giancarlo Gomes Rodrigues (4), Luis Roberto Barros (3), Luiz Fux (3), Jair Messias Bolsonaro (3)

Marcelo Costa Câmara

Assessor de Bolsonaro
Condenado
Inteligência paralela

Integrou um núcleo de “inteligência paralela” que, segundo a PF, usou órgãos do Estado de forma ilícita.

Depois: Condenado pelo STFPena de 21 anos.
O que diz o relatório (texto original)
O investigado, na condição de Assessor do Presidente JAIR BOLSONARO, integrou dentro da divisão de tarefas estabelecida pela organização criminosa, núcleo de inteligência paralela. O grupo desenvolveu diversas ações clandestinas, utilizando, de forma ilícita, órgãos do Estado brasileiro, com a finalidade de consumar o golpe de Estado para manter JAIR BOLSONARO no poder.
Ler no relatório, p. 853
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (39), Alexandre de Moraes (19), Jair Messias Bolsonaro (13), Filipe Garcia Martins (11), Anderson Gustavo Torres (8)

Mario Fernandes

General, nº 2 da Secretaria-Geral
Condenado
Plano operacional

Escreveu o plano “Punhal Verde Amarelo” para prender ou matar Alexandre de Moraes e assassinar Lula e Alckmin.

Depois: Condenado pelo STFPena de 26 anos e 6 meses.
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram que o General da reserva MARIO FERNANDES, que na época dos fatos, era Secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, dentro da divisão de tarefas previamente estabelecidas pela organização criminosa, teve atuação de extrema relevância no planejamento de Golpe de Estado e ruptura institucional.
Ler no relatório, p. 857
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (32), Alexandre de Moraes (23), Mauro Cesar Barbosa Cid (22), Walter Souza Braga Netto (16), Augusto Heleno Ribeiro Pereira (11)

Mauro Cesar Barbosa Cid

Ajudante de ordens de Bolsonaro
Condenado
Plano operacional

Atuou em vários núcleos do grupo, como “longa manus” (braço executor) do então presidente.

Depois: Condenado pelo STFPena de 2 anos, regime aberto (colaboração premiada).
O que diz o relatório (texto original)
O tenente-coronel MAURO CESAR BARBOSA CID, integrante das forças especiais do Exército Brasileiro, Assessor-Chefe Militar da Ajudância-de- Ordens do Gabinete Pessoal do Presidente da República, com quem tinha contato diuturno e imediato no contexto dos fatos apurados, agindo em diversos momentos como longa manus do então mandatário, atuou em diversos núcleos da estrutura da organização criminosa com a finalidade de desestabilizar o Estado Democrático de Direito, com o fim de obtenção de vantagem consistente em tentar manter o então Presidente da República JAIR BOLSONARO no poder, a partir da consumação de um Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, restringindo o exercício do Poder Judiciário e impedindo a posse do então presidente da república eleito.
Ler no relatório, p. 859
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (79), Marcelo Costa Câmara (39), Rafael Martins de Oliveira (32), Bernardo Romao Correa Netto (29), Filipe Garcia Martins (24)

Nilton Diniz Rodrigues

Coronel, assistente do comandante do Exército
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, organizou a reunião de 28/11/2022 para pressionar os comandantes do Exército a aderir ao golpe.

Depois: Situação a confirmarNão encontramos o nome entre os réus julgados nem na lista de não denunciados.
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram que então Coronel (e atual General) NILTON DINIZ RODRIGUES aderiu ao plano que objetivava a abolição do Estado Democrático de Direito e teve atuação relevante e proativa nos atos desencadeados.
Ler no relatório, p. 865
Aparece junto com: Bernardo Romao Correa Netto (7), Fabrício Moreira de Bastos (4), Mauro Cesar Barbosa Cid (3), Cleverson Ney Magalhães (2), Jair Messias Bolsonaro (2)

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho

Influenciador
Indiciado
Pressão sobre os militares

Segundo a PF, espalhou informações falsas para jogar militares contra os comandantes que se opunham ao golpe.

Depois: Aguarda julgamentoDenunciado. Mora nos EUA e não tinha julgamento marcado em dez/2025.
O que diz o relatório (texto original)
O arcabouço probatória evidencia que, dentro do núcleo responsável por incitar militares a aderirem ao golpe de Estado, o influenciador e economista PAULO RENATO DE OLIVEIRA FIGUEIREDO FILHO, devido sua capacidade de penetração no meio militar, pelo fato de ser neto do ex- Presidente da República, o General João Baptista Figueiredo, foi o responsável por divulgar informações falsas com o objetivo de incitar integrantes do meio militar a se voltarem contra comandantes que se posicionavam contra a ação criminosa que estava em execução.
Ler no relatório, p. 866
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (7), Bernardo Romao Correa Netto (6), Marco Antonio Freire Gomes (4), Jair Messias Bolsonaro (4), Fernando Cerimedo (3)

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Ministro da Defesa
Condenado
Cúpula do governo e das Forças

Pressionou os comandantes das Forças Armadas a aderir ao plano de golpe.

Depois: Condenado pelo STFPena de 19 anos.
O que diz o relatório (texto original)
Então ministro da Defesa, o General PAULO SÉRGIO DE OLIVEIRA, dentro da divisão de tarefas ajustadas, atuou de forma concreta para tentar pressionar os então Comandantes das Forças Armadas a aderirem ao plano de golpe de Estado, visando garantir o suporte armado para as medidas de exceção que seriam adotadas pelo então presidente JAIR BOLSONARO.
Ler no relatório, p. 867
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (25), Marco Antonio Freire Gomes (18), Carlos de Almeida Baptista Junior (11), Almir Garnier Santos (11), Filipe Garcia Martins (8)

Rafael Martins de Oliveira

Tenente-coronel, “kid preto”
Condenado
Plano operacional

Combinou com Mauro Cid o planejamento operacional apresentado a Braga Netto em 12/11/2022.

Depois: Condenado pelo STFPena de 21 anos.
O que diz o relatório (texto original)
O tenente-coronel RAFAEL DE OLIVEIRA atuou no núcleo Operacional formado por militares Forças Especiais, os “kids Pretos”, revelando papel relevante na estrutura das ações operacionais da organização criminosa.
Ler no relatório, p. 869
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (32), Alexandre de Moraes (17), Hélio Ferreira Lima (14), Jair Messias Bolsonaro (11), Walter Souza Braga Netto (11)

Ronald Ferreira de Araujo Junior

Tenente-coronel do Exército
Condenado
Pressão sobre os militares

Ajudou a escrever a “Carta ao Comandante do Exército” e coletou assinaturas de militares.

Depois: Condenado pelo STFPena de 1 ano e 11 meses, regime aberto.
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação evidenciam que, na divisão de tarefas dentro da organização criminosa, o Tenente-Coronel RONALD FERREIRA DE ARAUJO JUNIOR, lotado no Centro de Comunicação do Exército Brasileiro, atuou com dolo, consciência e livre vontade na execução de atos com intento golpista.
Ler no relatório, p. 871
Aparece junto com: Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros (6), Mauro Cesar Barbosa Cid (5), Anderson Lima de Moura (4)

Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros

Coronel do Exército
Condenado
Pressão sobre os militares

Coletou assinaturas para a “Carta ao Comandante do Exército” e escreveu que ela iria “vazar” de propósito.

Depois: Condenado pelo STFPena de 17 anos.
O que diz o relatório (texto original)
Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação evidenciam que o Coronel SERGIO RICARDO CAVALIERE DE MEDEIROS, na divisão de tarefas preestabelecida pela organização criminosa, teve atuação concreta nos atos golpistas desencadeados pelo grupo.
Ler no relatório, p. 871
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (22), Ronald Ferreira de Araujo Junior (6), Jair Messias Bolsonaro (5), Gustavo Adolpho Lourenco Gomes (4), Hélio Ferreira Lima (3)

Tércio Arnaud Tomaz

Assessor especial da Presidência
Indiciado
Mentiras sobre as urnas

Segundo a PF, repassou a Mauro Cid o vídeo editado da live de Cerimedo com ataques às urnas.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
No cargo assessor especial da Presidência da República, TÉRCIO ARNAUD TOMAZ integrou o autodenominado GABINETE DO ÓDIO. Os elementos probatórios reunidos pela investigação identificaram que TÉRCIO foi o responsável por repassar o conteúdo editado da live realizada pelo argentino FERNANDO CERIMEDO em 04 de novembro de 2022, no qual o mesmo propagou ataques às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral brasileiro.
Ler no relatório, p. 872
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (6), Fernando Cerimedo (5), Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (2), Guilherme Marques de Almeida (2)

Valdemar Costa Neto

Presidente do PL
Indiciado
Mentiras sobre as urnas

Segundo a PF, entrou no TSE pedindo a anulação de votos com “argumentos técnicos” que, segundo a PF, ele sabia serem falsos.

Depois: Não denunciadoIndiciado pela PF, mas ficou fora da denúncia da PGR (fev/2025).
O que diz o relatório (texto original)
Na condição de presidente do Partido Liberal (PL), o investigado VALDEMAR DA COSTA NETO atuou de forma dolosa no ajuizamento de “Representação Eleitoral para Verificação Extraordinária” junto ao TSE pela agremiação partidária em novembro de 2022, a partir de ‘‘argumentos técnicos’’ os quais tinha ciência de que eram falsos, ou seja, sem qualquer fraude ou irregularidade no sistema das urnas eletrônicas que comprometesse o pleito realizado em outubro de 2022.
Ler no relatório, p. 873
Aparece junto com: Jair Messias Bolsonaro (7), Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (6), Éder Lindsay Magalhães Balbino (4), Paulo Licio de Geus (3), Marcelo Costa Câmara (2)

Walter Souza Braga Netto

General, candidato a vice
Condenado
Comando

Participou da tentativa de golpe. O plano para prender ou matar Moraes, Lula e Alckmin foi apresentado na casa dele.

Depois: Condenado pelo STFPena de 26 anos.
O que diz o relatório (texto original)
O General da reserva WALTER BRAGA NETTO concorreu nas eleições presidenciais como vice-presidente na chapa do então Presidente JAIR BOLSONARO e os elementos probatórios obtidos ao longo da investigação evidenciam a sua participação concreta nos atos relacionados a tentativa de Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, inclusive na tentativa de embaraçamento e obstrução do presente procedimento.
Ler no relatório, p. 874
Aparece junto com: Mauro Cesar Barbosa Cid (22), Jair Messias Bolsonaro (17), Mario Fernandes (16), Ailton Gonçalves Moraes Barros (14), Alexandre de Moraes (11)

Wladimir Matos Soares

Agente da Polícia Federal
Condenado
Plano operacional

Passou informações sobre a segurança de Lula, no contexto do plano “Punhal Verde Amarelo”.

Depois: Condenado pelo STFPena de 21 anos.
O que diz o relatório (texto original)
O Agente de Polícia Federal WLADIMIR SOARES atuou como elemento auxiliar do núcleo vinculado à Tentativa de Golpe de Estado, fornecendo informações relativas à segurança do candidato eleito LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, fato que se enquadra no contexto do planejamento operacional “Punhal verde amarelo”, que descreveu a possibilidade de assassinar o presidente eleito.
Ler no relatório, p. 876
Aparece junto com: Sérgio Rocha Cordeiro (5), Luiz Inácio Lula da Silva (3)

Como aconteceu

Os principais momentos, na ordem em que a PF os descreve.

  1. Live de Bolsonaro com ataques às urnas eletrônicas, abastecida por material produzido na ABIN.

    Relatório, p. 810
  2. Reunião ministerial. O ministro da Defesa reforça o discurso de Bolsonaro contra o TSE e as urnas.

    Relatório, p. 867
  3. Fernando Cerimedo faz live com uma falsa “investigação” de fraude nas urnas.

    Relatório, p. 836
  4. O plano “Punhal Verde Amarelo” é escrito.

    Relatório, p. 869
  5. O plano é apresentado em reunião na casa de Braga Netto.

    Relatório, p. 869
  6. O PL pede ao TSE a anulação de votos, com base no relatório do Instituto Voto Legal.

    Relatório, p. 10
  7. Reunião de militares em Brasília para pressionar os comandantes do Exército a aderir.

    Relatório, p. 823
  8. Bolsonaro apresenta a minuta do decreto aos comandantes. Exército e Aeronáutica dizem não.

    Relatório, p. 811
  9. Nova reunião, no Ministério da Defesa. Só o comandante da Marinha não se opõe.

    Relatório, p. 812
  10. Ação clandestina “Copa 2022”, com militares de forças especiais. O golpe não se concretiza.

    Relatório, p. 488
  11. Ataques às sedes dos Três Poderes. Para a PF, “novamente o golpe de Estado foi tentado”.

    Relatório, p. 21
  12. O STF condena Bolsonaro e outros 7 réus do núcleo principal. A pena de Bolsonaro é de 27 anos e 3 meses.

    O Povo, 12/09/2025
  13. O STF termina de julgar os 4 núcleos: 29 condenados e 2 absolvidos.

    Agência Brasil, 16/12/2025

Como fizemos

De onde vem cada informação

  • Os 37 nomes vêm da lista numerada do capítulo 10, “Dos Indiciamentos” (p. 807 a 876).
  • O texto original de cada cartão é o início da seção da pessoa nesse capítulo, sem edição.
  • O resumo em linguagem simples foi escrito a partir desse texto e revisado frase por frase.
  • “Disse não” e “Era alvo” listam apenas pessoas que o próprio relatório descreve dessa forma, com a citação ao lado.
  • Os grupos (“Mentiras sobre as urnas”, “Pressão sobre os militares” etc.) são uma organização nossa, feita a partir do texto da PF, para facilitar a leitura.

“Aparece junto com”

Conta quantas vezes duas pessoas são citadas no mesmo parágrafo do relatório. A contagem foi feita por um programa com regras fixas: o mesmo documento dá sempre o mesmo resultado. Aparecer junto não significa ter agido junto. Moraes, por exemplo, aparece muito perto dos investigados porque era alvo deles.

Dados abertos

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