Resposta curta
O relatório da PF reúne registros de entrada e saída do Palácio da Alvorada, mensagens entre pessoas próximas a ele, dados de localização de celulares (ERBs), datas e locais de reuniões e os depoimentos dos comandantes do Exército e da Aeronáutica. Com isso, a PF concluiu que Bolsonaro ajustou pessoalmente a minuta do decreto do golpe, apresentou o texto aos comandantes militares e sabia do plano para matar o presidente eleito.
A prova, no relatório da PF
“As evidências colhidas, tais como os registros de entrada e saída de visitantes do Palácio do Alvorada, conteúdo de diálogos entre interlocutores de seu núcleo próximo, análise de ERBs, datas e locais de reuniões, indicam que JAIR BOLSONARO tinha pleno conhecimento do planejamento operacional (Punhal Verde e Amarelo), bem como das ações clandestinas praticadas sob o codinome Copa 2022.”
“após ter realizado pessoalmente ajustes na minuta do decreto presidencial, JAIR BOLSONARO convocou os Comandantes das Forças Militares no Palácio da Alvorada para apresentar o documento e pressionar as Forças Armadas a aderirem ao plano de abolição do Estado Democrático de Direito.”